quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Nova Independência ou Morte ...

Trânsito em Julgado
  © Soaroir 7 de Setembro de 2017

Imagem relacionada

Insano o mau uso dessa liberdade de expressão na Internet onde cada um, por irresponsabilidade ou narcisismo, bole com assuntos que não domina . E, que na maioria das vezes, com patente gana de incitar o ódio; difamar, desorientar, confundir e por fim, influenciar a opinião dos politicamente inocentes ou menos atentos.

Na minha ignorância política, típico dos tupiniquins, eu, vinda de outro século, reparo em tudo que ouço e leio sobre política, um gozo quase indecoroso das pessoas em regurgitar suas opiniões como verdades absolutas, sem se importar sobre quem conspurca. Tal leviandade me atemoriza.

Sobretudo se navego desta Terra afora, choro ao ouvir o Hino Nacional e enxergar que a nossa Bandeira flamula em outros continentes. Mas hoje... Hoje me sinto à deriva neste barco sem timoneiro e Bandeira a meio-mastro.

Neste processo de trânsitos em julgados, anseio, cobiço por outras “Terra à Vista”  ou “Independência ou Morte”

1º rascunho sem revisão – Copyright Soaroir Maria de Campos


                                       

domingo, 6 de dezembro de 2015

Perdoadas, não esquecidas

Peso das palavras em uma Pátria Educadora
Primeiro RASCUNHO
Soaroir
06/12/2015



Senhor, perdoe porque eles não sabem o que dizem. Só que uma hora a reserva que havia no saco de virtudes se esvazia e a gente ou se torna professor, se tiver dom, ou convive com o meio o estritamente necessário. Caso contrário, se vai assumindo culpas alheias, se encurvando, até a cabeça encontrar os joelhos.
Estritamente, por exemplo : “é estritamente proibido pisar à grama” . embora sinônimos, aos ouvidos pesa menos do que “é expressamente proibido”. 
O não parar e pensar no significado e peso das palavras antes de usá-las, na maioria das vezes por ignorar seu real significado, em outras propositalmente para atingir um objetivo, geralmente maledicente, um “escrevinhador” emporcalha a comunicação.  Mesmo em seu próprio idioma A reação do  menos esclarecido interlocutor/leitor surpreende o ‘escrivinhador’. Daí o ‘ofendido’ maquiavelicamente é transformado em vítima. Por exemplo o “expressamente proibido”, não serve  apenas pra botar medo, uma espécie de “você não sabe com quem irá mexer se desobedecer minha ordem”. É uma palavra forte, grande, difícil, que dá um agravante à monotonia da simples proibição. Uma maneira grosseira e não criativa de assustar pessoas e evitar que o jeitinho brasileiro transgrida outro um mero pedido de colaboração. O que seria bem polido quando lançado em um “convite” de confraternização rezando as seguintes REGRAS: É expressamente proibido sair fora do recinto;- falar palavrão – gritar - exceder na bebida e fumar. Seguir cronograma do cardápio. Claramente admite estarem sendo convidadas pessoas insubordinadas, grosseiras e obscenas e não conhecedora das Boas Maneiras ditadas por uma sociedade saudável.
Tirando o último resquício de benevolência do meu saco de virtudes, imploro... Para esta Pátria Educadora...São Paulo empresta-me tuas sandálias. Para que nossa vida e missão sejam uma luz no mundo globalizado tão necessitado de verdades, justiça e amor. São Paulo, empresta-me tuas sandálias.(sic)


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Canção do Tamoio

Gonçalves Dias
I

Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.

II

Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.

III

O forte, o cobarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!

IV

Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!

V

E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.

VI

Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D'imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d'ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.

VII

E a mão nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!

VIII

Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,
Impávido, audaz.

IX

E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.

X

As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.

Mais in: http://joiasdepalavras.blogspot.com.br/2013/01/cancao-do-tamoio.html

sábado, 28 de junho de 2014

Nascimento do Novo Homem



Soaroir 27/6/14
Texto Imagético
(experimental)

Obra: Criança Geopolítica Assistindo ao Nascimento do Novo Homem
Surreal Painting - Art Gallery
Autor: Salvador Dalí
1943 eu ainda não havia nascido, enquanto  o espanhol Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech,  nos seus 39 anos e vivendo as influências da Segunda Guerra Mundial, quando a razão humana perde o controle e a expectativa de futuro incerto assola a humanidade , Dali mergulha no irreal ou seja, no surrealismo, corrente artística da representação do irracional e do subconsciente.
Seguindo esse indício ele, acredito, esboça através de sua arte como nasceria o novo homem em sua visão.   Fascinante tema, especialmente no contexto histórico-social.
Há que não se ater à primeira impressão, mas mergulhar sem medo nas entrelinhas deste   "texto" surreal;  na harmonia das cores e posicionamento das figuras vomitadas das entranhas do pintor e “digitalizadas” na tela; um real “self-portrait” de sua alma naqueles dias. 
No foco central um homem , no continente sul-americano, desesperadamente tenta se livrar da clausura; uma criança despida, carente de proteção se enrosca a figura de uma mulher igualmente nua que aponta como se com o dedo de Deus para o continente europeu, como se chamasse a razão humana às questões divinas. 
Do continente africano desce uma lágrima; o sangue que escorre no processo de nascimento do novo homem para na paz  estática sob o mundo e representaria as trágicas consequências da guerra; o deserto, o encontro, o adeus, o obelisco (símbolo de poder) e a tenda pontiaguda (o masculino) sobre o mundo em forma de ovo remetem a ideia de criação e destruição.
Há um sem fim modos de olhar a obra. Eu, no entanto, entendo que toda a iconografia nos instiga a pensar e encontrar o melhor caminho para construirmos o novo homem e assim contrariar o presságio de Nostradamus:
“Ceux qui estoient em regne pour scavoir, au roial change deviendront apouvris, uns exilez sans apuy, or n’avoir, lettrez et lettres ne seront à grand pris.”
“Os que estavam no reino por saberem, pobres serão pelo cambio Real, exilados sem ouro nem apoio, os letrados bem pouco valerão.” (Centúrias e presságios acerca da Segunda Guerra, Michel de Nostredame).
(sem revisão)
Continua...
exercicio para : http://silviamota.ning.com/group/antologia-imagem-e-literatura/forum


Fonte de pesquisa: google/ poesiaemsi /SPrado

terça-feira, 17 de junho de 2014

A Pena, o Homem e a Fera

(perdido na Net)

A pena, o homem e a fera

(réquiem para Saddan e Bush)

Se a mão da vingança se mantiver firme, a justiça pode prevalecer sobre o mal?



Não foi por abjuração, mas não fui à Missa do Galo. A igreja estava fechada e nós fiéis tivemos que respeitar o édito de segurança.

O fermento imposto pela inquisição no Século XV inchou a igreja e seus poderosos chefes dominaram a maior parte do mundo. Hoje, estufados refugiam-se todos em suas torres para comemorar, só entre eles, o nascimento de Jesus. Não mais levantam a voz ou emitem decretos para defender os filhos de Deus. Ao contrário, fecham as portas e se calam diante da diáspora que, hoje, aflige muitos povos. Não inquirem mais nada. Consentem.

Mesmo assim eu rezei nesta mudança de época cristã. Não pedi a Deus “amor e paz” para a humanidade, já que aprendi que tais nobres valores são inerentes ao ser humano e, que nenhuma súplica poderá mudar uma alma adversa sem que ela em si, por sua índole, assim o queira.

Agradeci pelos meus e roguei por sua proteção ao meu Deus e à minha santa padroeira. Pedi para que prevaleçam em nossas vidas a saúde, a determinação, a sabedoria, a nobreza e, principalmente, a justiça divina que deve triunfar sobre o julgamento dos homens mais afeitos ao arbítrio.

Desejei que a penitência não suplante a razão, tampouco a ganância espezinhe os povos; que o direito e a dignidade de um homem não possam ser aviltados; que a falácia, o sofisma  não sejam utilizados nem mesmo contra quem unilateralmente vislumbremos como carrasco.

Roguei a Deus pela alma de um iraquiano, mesmo que  mais um tirano, quando vi seu corpo esganado ser, sem censura, exibido em toda a mídia, de língua exposta como um troféu.

Não julgo a acusação; questiono a pena. Interpelo o homem criador e patrocinador de tribunais mamulengos,  que perante o olhar do resto do mundo desterra seus próprios jovens; condena pais e avós a nada ter o que comemorar na virada de um novo ano, a não ser seu troféu. Este sr Bush que não aplica, alhures, a democracia que alardeia em seu  próprio palco, por certo o inferno lhe reserva no mesmo assento um lugar junto ao sr. Saddan, logo após sua cena lhe seja roubada num diverso ato.

Não foi por comiseração que pedi a Deus piedade pela alma de um enforcado, mas por convicção de espírito cristão. Por não concordar com a lei que dita que “quem com o ferro fere, com o ferro será ferido”; tampouco que o dente-por-dente, olho-por-olho possa melhorar nosso único planeta. Rezei para que a ordem estabelecida não seja assim mais desafiada; que o julgamento das violências não suplante a violência em si e que as justiças não se asfixiem.

®Soaroir Maria de Campos
1º de Janeiro de 2007

Gentilmente revisado por: Obed de Faria Jr.
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=12823

-comentários em: http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/334304

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tempo

Soaroir

BANCO DE TEMPO

SPREADS  DO TEMPO
Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorda com um saldo de R$86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte.

Todas as noites, o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia. O que você faz?

Você irá gastar cada centavo. É claro!

Todos nós somos clientes deste banco de que estamos falando. Chama-se TEMPO.

Toda a manhã é creditada 86.400 segundos.

Todas as noites o saldo é debitado como perda.

Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.

Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia se evaporarão.

Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.

Invista, então, no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso!

Para você perceber o valor de
 UM ANO, pergunte a um estudante que repetiu o ano.

 UM MÊS, pergunte para uma mãe que teve seu bebê prematuro.

UMA SEMANA, pergunte a um editor de um jornal semamanal.

UMA HORA, pergunte aos amantes que estão esperando.
             Para se encontrar.

UM MINUTO, pergunte a uma pessoa que perdeu um trem.

UM SEGUNDO, pergunte para uma pessoa que conseguiu evitar acidente.

UM MILISSEGUNDO, pergunte a alguém que venceu uma
                                        medalha de prata em uma olimpíada .

Valorize cada momento que você tem. E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial, mas especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você.

ONTEM é história
O Amanhã é um mistério
O hoje é uma dádiva. Por isso é chamado PRESENTE!!!

(“É a Semana Nacional da Amizade. Amigos são como jóias raras... Nos fazem sorrir e nos encorajam para o nosso sucesso).
Eles emprestam o seu ouvido, dividem palavras de conforto, e sempre estão dispostos a abrir o coração para nós.
Mostre a seus amigos que você os estima muito.
Se você receber esta mensagem é porque existe alguém que o considera realmente muito especial, que o estima muito. Envie esta mensagem para todos que você considera AMIGO.”)

Recebi esta mensagem, via fax de José Guy de Carvalho Pinto, em 10 de Abril de 1999 – q não sei mais quem é - será só isso que o TEMPO faz?!



Bruxa Onilda da Gália
Enviado por Bruxa Onilda da Gália em 07/11/2006
Código do texto: T284874